Abutre-das-palmeiras

Gypohierax angolensis

Estatuto de conservação

  • Não avaliado
  • Dados insuficientes
  • LC
    Pouco preocupante
  • NT
    Quase ameaçada
  • VU
    Vulnerável
  • EN
    Em perigo
  • CR
    Criticamente em perigo
  • EW
    Extinto na natureza
  • EX
    Extinta

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    Comprimento
    55-65cm
    Envergadura
    120-140cm
    Peso
    1,5-2,5kg
    Longevidade
    20 anos
    Dieta
    Frutos, sementes, anfíbios, peixe, invertebrados, pequenos mamíferos, aves e carcaças.
    Habitat
    Floresta, savana
    Reprodução
    1 ovo

    O abutre-das-palmeiras é, comparativamente a outras espécies de abutre, de menor dimensão. Ao contrário de outros abutres, apresenta a cabeça coberta de penas e a coloração do seu corpo é branca e preta. O bico, em forma de gancho, é especialmente adaptado para remover a parte exterior dura dos frutos das palmeiras, que constituem a base da sua alimentação.

    É um animal oportunista que, embora se alimente maioritariamente de frutos de palmeira, apresenta uma dieta variada, incluindo pequenos animais como anfíbios, peixes e aves, bem como pequenas carcaças.
    Trata-se de uma espécie monogâmica, com comportamentos de corte elaborados, formando casais a longo prazo. Apesar de ter hábitos mais solitários, pode utilizar a mesma árvore que outros indivíduos para a construção dos ninhos. Durante a época de reprodução, revelam um comportamento territorial acentuado. A postura é, geralmente, de um único ovo, que fica ao cuidado de ambos os progenitores.

    O abutre-das-palmeiras apresenta uma distribuição geográfica bastante ampla, sendo Angola e a Zâmbia algumas das suas principais áreas de reprodução. Os indivíduos adultos são, regra geral, sedentários, não percorrendo grandes distâncias, ao contrário dos juvenis.
    Apesar da degradação do seu habitat natural, a elevada capacidade de adaptação desta espécie, aliada à presença de plantações de palmeiras, contribui para atenuar este impacto. No entanto, a caça e a captura ilegal continuam a representar ameaças significativas, contribuindo para o declínio das populações em estado selvagem.
    Esta espécie ocorre em diversas áreas protegidas. Ainda assim, devido à sua ampla distribuição e à variação na intensidade das ameaças ao longo do território, torna-se difícil avaliar com precisão a tendência das suas populações.

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