Tarântula-das-Desertas

Hogna ingens

Estatuto de conservação

  • Não avaliado
  • Dados insuficientes
  • LC
    Pouco preocupante
  • NT
    Quase ameaçada
  • VU
    Vulnerável
  • EN
    Em perigo
  • CR
    Criticamente em perigo
  • EW
    Extinto na natureza
  • EX
    Extinta
European Endangered Species Programme

European Endangered Species Programme

A EEP é um programa europeu que coordena a reprodução de espécies em risco, ajudando a conservar a biodiversidade.

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    Após preencher o formulário será contactado pela nossa equipa de modo a finalizar o processo de Apadrinhar uma espécie do Zoo.

    Comprimento
    12cm

    É uma aranha grande e robusta, com um corpo bastante grande em relação ao comprimento das patas. Os adultos têm o corpo uniformemente cinzento médio, com exceção do cefalotórax (parte do corpo formada pela fusão da cabeça com o tórax), que é ligeiramente mais escuro, apresentando bordas brancas e uma mancha branca perto da articulação do opistosoma (parte posterior do seu corpo). As quelíceras (o primeiro par de apêndices bucais) são pretas com um pequeno ponto vermelho em cada lado das mandíbulas.

    Pensa-se que esta espécie atinge a maturidade sexual aos 2 anos de idade, sendo que os machos atingem primeiro a maturidade do que as fêmeas. O tamanho da ninhada na natureza é desconhecido, mas em cativeiro pode ultrapassar as 500 crias. As aranhas recém-nascidas passam sete a dez dias nas costas da fêmea antes de se dispersarem para se defenderem sozinhas.

    O habitat natural da tarântula-das-desertas era originalmente ocupado por manchas de matagal e uma mistura de vegetação nativa, nomeadamente gramíneas. Atualmente, a maior parte dessa área é ocupada tanto por gramíneas como por phalaris, que recentemente se expandiram exponencialmente. Estas plantas cobrem toda a superfície do solo e fendas, impedindo o acesso a abrigos que são normalmente ocupados tanto pela tarântula, como por outra fauna endémica. Como o phalaris se tornou dominante, a área de distribuição da aranha diminuiu abruptamente. Desde então, ocorreram ações de restauro ecológico, eliminando as espécies vegetais prejudiciais a esta tarântula, permitindo a recuperação da espécie em estado selvagem. Estão também a decorrer novos censos para se contabilizar o número de animais desta espécie na ilha.

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